23 de fev de 2015

As pupilas do senhor reitor (Júlio Dinis) – RC 2015


Título: As pupilas do senhor reitor
Autor: Júlio Diniz
Mês: Fevereiro
Tema: Livro que sua mãe ama
Editora Martin Claret, 310p.

Clara e Guida são duas irmãs, órfãs, que vivem em uma aldeia portuguesa do século XIX, e seu tutor é o reitor. Guida ou Margarida namora Daniel das Dornas, mas quando o relacionamento é descoberto pelo pai dele, José das Dornas, o jovem é enviado ao Porto para estudar medicina. 10 anos depois, Daniel volta já médico para a aldeia. Margarida agora é professora e Pedro, irmão de Daniel é noivo de Clara. Margarida continua apaixonada, mas Daniel esqueceu o amor de juventude graças aos costumes viciosos da cidade. Encantado por Clara, ele começa a tentar conquistá-la e a moça o estimula, até perceber que a situação não terá um final feliz. Quando ela resolve dar um basta, Pedro os surpreende, mas Margarida salva a pele da irmã e acarreta para si um escândalo. Mas Daniel, vendo sua atitude abnegada, se recorda do antigo sentimento e tenta conquistá-la novamente.

Esse foi um dos poucos livros que bateram com a descrição do tema, porque eu e minha mãe não temos o mesmo gosto para leituras (ela ama Shakespeare, as únicas obras dele que gosto já li para desafios passados; ela adora Morro dos Ventos Uivantes e apesar de não suportar essa história, também já li ano passado) Nem sei como lembrei desse livro, acho que foi por falta de opção. Então, lembrei que a novela (homônima de 1994) havia se baseado em um livro, aí fui buscar e achei essa publicação da Martin Claret. Como eu vi a novela antes de ler o livro, sei como tudo acontece e como termina, não tive nenhuma surpresa. A leitura foi meio arrastada porque sou meio traumatizada com romances portugueses, mas gostei.

20 de fev de 2015

A menina que não sabia ler (John Harding) – RC 2015


Título: A menina que não sabia ler
Autor: John Harding
Mês: Fevereiro
Tema: Livro que te assusta
Editora Leya, 282p.

Florence e Giles são irmãos por parte de pai. Desde muito cedo, ambos ficaram órfãos (a mãe de Florence morreu ao dar à luz e a mãe de Giles morreu em acidente). Desde então, estão aos cuidados de um tio negligente que, devido a um trauma do passado, é contra a alfabetização e educação das mulheres. Assim, eles vivem aos cuidados dos criados em uma propriedade interiorana da Inglaterra do final do século XIX. Florence é esperta, inteligente e se torna autodidata quando seu irmão vai para um colégio. Durante esse período, ela também conhece Theo Van Hoosier, menino asmático que acaba se tornando seu amigo. Quando o irmão volta para ser educado em casa, a nova e misteriosa preceptora, Srta. Taylor chega e transforma a vida de Florence, pois a menina sabe que tem alguma coisa estranha com a mulher. Em uma determinada noite, Florence tem seus medos confirmados, e a partir daí, as duas começam a travar uma “guerra” silenciosa na qual o pequeno e ingênuo Giles será o “prêmio” final.

Esse livro não foi nada, absolutamente nada, que eu pensei que seria. Devo dizer que ele se encaixa nesta categoria do desafio porque eu tive medo de ler e odiar. Na primeira vez que ouvi falar dele, o título me chamou um pouco atenção. Mesmo um pouco curiosa, foi uma aquisição que eu sempre deixava de lado. Depois que consegui, também não tive muita pressa para ler, sempre tinham outros mais importantes na lista. Até que surgiu a oportunidade. Repito, não foi nada do que eu esperava. A sinopse e o título escondem completamente a temática do livro, então a cada capítulo era uma surpresa, o que não me deixou largar até terminar. Você simplesmente fica preso, pensando no que Florence vai fazer, torcendo para ela não ser descoberta quando sai para espionar ou fazer coisas escondidos, nesses momentos parece que você É Florence e que é VOCÊ que corre o risco de ser descoberta (e aqui eu faço um paralelo com A abadia de Northanger, de Jane Austen, quando sua protagonista, Catherine Morland, está com a mente tão acesa enquanto espiona certos lugares da abadia que a impressão que fica é que ela será descoberta a cada passo). O clímax da história enlouquece e o final... Não acreditei, não conseguia acreditar no que Florence estava fazendo, cheguei até a ficar com raiva dela em alguns momentos. Livro excelente, completamente recomendado.

16 de fev de 2015

Na natureza selvagem (Jon Krakauer) – RC 2015


Título: Na natureza selvagem
Autor: Jon Krakauer
Mês: Fevereiro
Tema: Baseado em história real
Editora Companhia das Letras, 214p.

Após terminar sua faculdade, Christopher Johnson McCandless, pertencente a uma família abastada dos EUA, deixa pra trás tudo que tem e parte para o Alasca, entrando sozinho em uma região selvagem e desabitada ao norte do monte McKinley. Alguns meses depois, um grupo de caçadores encontra seu corpo congelado e decomposto. Só que na época, não se sabia quem o jovem morto era. A verdade veio a tona quando o editor da revista Outside pediu a Jon Krakauer uma matéria sobre a morte do rapaz. Para saber mais sobre o que levaria um jovem rico e de futuro promissor a deixar tudo para trás, para saber um pouco mais sobre ele, o autor refaz a jornada de Christopher até seu trágico fim.

Até ler a sinopse deste livro, não havia percebido que já conhecia um pouco esta história. Porque conheço, antes mesmo de ler o livro, pelo filme de 2007 estrelado por Emile Hirsch. O livro é muito bom, uma mistura de biografia com romance de ficção. Apesar do tipo de leitura não ser o meu preferido, acho muito interessantes livros que narram histórias assim, ainda mais pelo papel que a família (nesse caso, surpresa pelo acontecido, já que Christopher sumiu sem deixar notícias) desempenha na coleta de dados para que o leitor possa conhecer o protagonista e suas motivações. A sinopse me deixou estupefata, como acontece geralmente quando vejo histórias (reais ou não) desse tipo (jovem some e aparece morto sem que a família saiba), e também triste, quando o autor apresentou as possibilidades de ações que o próprio Christopher poderia ter tomado para salvar a própria vida, e o consolo que os pais tentam encontrar ao pegar coisas que fizeram parte dos últimos momentos de vida do filho. O livro é ótimo, apesar de ter um toque ficcional, faz com que o leitor tenha um vislumbre de quem foi Christopher McCandless. Recomendo.

13 de fev de 2015

O pintassilgo (Donna Tartt) – RC 2015


Título: O pintassilgo
Autora: Donna tartt
Mês: Fevereiro
Tema: Ganhador do Prêmio Pulitzer
Editora Companhia das Letras, 500p.

Theodore Decker, ou Theo, estava com a mãe visitando uma exposição de arte dedicada aos grandes mestres holandeses quando uma bomba explode. No momento em que isso aconteceu, eles estavam separados. Sua mãe não sobrevive ao atentado, Theo sim. No meio da desolação, ele recebe instruções estranhas de um senhor a beira da morte. Theo consegue sair do local carregando, além das informações, um anel e um dos quadros da exposição: O pintassilgo, pintado por Carel Fabritius em1654, obra de arte de valor inestimável. A partir daí, Theo passa a viver com a família de um colega de escola; Depois, conhece um familiar e se muda para Vegas, se torna amigo de Boris e juntos vão passar por situações boas e ruins.

Não esperava nada deste livro. A escolha para o tema foi completamente aleatória, por isso li o livro sem nenhuma pretensão. O que eu gostei foi o fato do narrador também ser o personagem, Theo narra sentimentos, situações e personagens de uma forma que torna a história toda incrível. A descrição da alma humana é extremamente sensível. Apesar de não conhecer a autora nem ter grandes expectativas para a leitura deste livro, eu gostei muito e recomendo.

6 de fev de 2015

Os arquivos perdidos, de Pittacus Lore – DL do Tigre 2015


Tema: Para ler antes de dormir
Mês: Fevereiro
Leitura do mês: Os Arquivos Perdidos: os últimos dias de Lórien
Autor: Pittacus Lore
Editora Intrínseca, 101p.

Sandor, ainda jovem, freqüenta uma boate sem permissão, quando vê seu professor no local. Sem pensar duas vezes, ele tenta fugir e acaba indo parar no camarim de uma talentosa cantora garde, que o convida para assistir ao show. O jovem Sandor fica tão empolgado que esquece o professor e é apanhado. Na escola, as acusações sobre infringir regras são avaliadas e lhe são dadas suas escolhas: se tornar aprendiz nos Munis ou prestar serviço em um Kabarak. Inconformado porque seus pais concordam com a última opção, Sandor recebe uma proposta de um Cêpan Mentor para trabalhar no departamento de tecnologia de defesa. Ele aceita e começa seus estudos, menosprezando e tirando sarro de tudo aquilo, já que Lórien nunca havia entrado em guerra. Ele nem mesmo acreditava na profecia dos Anciões sobre uma ameaça que iria destruí-los. No entanto, a vida no departamento começa a parecer interessante quando ele é mandado para realizar um trabalho na rede e acompanha um Cêpan até a casa do garde dele. É durante uma comemoração do feriado do Quarto Crescente que Sandor percebe a gravidade das falhas na rede... O tempo dos lorianos começa a se esgotar...

Então, o teto veio abaixo.
Ao recobrar a consciência, avaliei a situação.
Escuridão.
Silêncio.
E – lá estava – dor.

Este livro é bem legal. Diferente dos outros, ele começa de uma forma meio chata, mas depois a história flui. Fiquei o tempo todo tentando me lembrar quem era Sandor até chegar na parte em que Lórien começa a ser destruída. Gostei também porque fala um pouco mais sobre a criação do planeta e da profecia de destruição. À medida que ia lendo, me perguntando como e quando começaria a destruição de Lórien; a partir do capítulo sete, alguns eventos estranhos começaram a me deixer agoniada porque parecia que a todo momento um mogadoriano iria aparecer. Sabe quando você espera o clímax do livro e quando ele acontece você fica como se não estivesse entendendo mais nada? Foi exatamente isso que senti quando começa a invasão mogadoriana. Achei interessante a maneira com que Sandor se tornou protetor de um garde, como acontece a fuga de Lórien, como as crianças receberam suas numerações. Os últimos capítulos são muito tristes, foi como assistir a segunda trilogia de Star Wars de novo, que mostra como Anakin Skywalker virou Darth Vader e toda a desgraça que se seguiu, dá uma sensação de impotência e você fica pensando nas várias formas de se remediar a situação quando sabe que não vai adiantar nada. Gostei, mesmo tendo soltado algumas lágrimas. Recomendo.

4 de fev de 2015

Liberado trailer de Morte súbita, de J.K. Rowling

Foi liberado o trailer da série Morte súbita, baseada no livro homônimo de J.K. Rowling.

    

A HBO confirmou que o primeiro episódio vai ao ar no dia 29 de abril.

2 de fev de 2015

O clube do filme, de David Gilmour – DL do Tigre 2015


Tema: Recomendado por um amigo
Mês: Fevereiro
Leitura do mês: O clube do filme
Autor: David Gilmour
Editora Intrínseca, 240p

Quando as notas de seu filho, Jesse, na escola começam a se tornar as piores possíveis, David Gilmour resolve tomar uma providência séria. Sempre disposta a ajudar o filho, e com a lembrança do que acontecia em sua época com quem não estudava direito, ele resolve primeiro trocar de moradia com a ex-mulher; depois, ele começou a ajudar no dever de casa; colocou o menino em uma escola particular. Nada dava certo. Não é que Jesse fosse delinqüente, ele só não tinha, digamos, afinidade com o estudo em si e com a resolução de deveres de casas, anotações e coisas do gênero, apesar de ser sociável. Até o dia em que, cansado de ver o filho desanimado ao resolver as lições e com receio de uma eventual reação explosiva, David faz a seguinte proposta:

— Esqueça as anotações. Quero que você pense se quer ir à escola ou não
— Por quê?
Eu podia sentir meu coração se acelerar, o sangue fluir para o meu rosto. Aquela era uma situação em que eu nunca estivera antes, nem mesmo imaginara ser possível.
— Porque, se você não quiser, está tudo bem.
— O que está tudo bem?
Apenas diga, desembuche.
— Se você não quiser mais ir à escola, não precisa mais ir.

Obviamente, a mãe não ficou muito feliz com a notícia, chorou com medo do filho ter algum problema, até David explicar a situação. Quando Jesse descobre o plano do pai, ele aceita rapidamente, já que ver filmes é uma das coisas que adora fazer. Assim, pai e filho começam a ver filmes, 3 vezes por semana, e começam a conversar sobre cada um deles. Tais conversas levam a reflexões sobre assuntos variados, mas acima de tudo, levam Gilmour a conhecer melhor os dilemas e pensamentos do filho.

Este é o tipo de livro que, apesar de ter partir de uma premissa boa, nunca me chamou atenção. Eu já havia ouvido falar dele, mas nunca fiz questão de ler. Como foi indicação de amigo, aproveitei para encaixar no desafio. Gostei, mais até do que achei que gostaria. A leitura é fácil, e o fato de ser uma autobiografia é o que mais atrai. Afinal, que pai faz um acordo do tipo que Gilmour fez com o filho, de abandonar a escola para ficar vendo o filme? No entanto, ele acerta em cheio, pois essa nova situação o torna mais presente na vida do filho, justamente naquela época em que nós, inconsciente ou conscientemente, deixamos nossos pais de fora das nossas vidas. Valeu cada minuto da leitura.