13 de ago de 2013

Um Best seller pra chamar de meu (Marian Keyes) - Fuxicando sobre Chick-lits


Tema: Livro com 400 páginas ou mais
Mês: Agosto
Livro: Um bestseller pra chamar de meu
Autora: Marian Keyes
Ed. Bertrand Brasil, 742p.

Gemma, Jojo e Lily são três mulheres diferentes, cujas vidas são interligadas. Gemma trabalha como organizadora de eventos e cuida da mãe que foi abandonada pelo marido. Jojo é uma agente literária que se envolve com um de seus chefes (que é casado). Futuramente, ela se torna agente de Lly, uma autora de relativo sucesso, casada com o sempre otimista Anton (ex-namorado de Gemma) e mãe de Ema. Gemma se corresponde por email uma amiga, e esses emails acabam chamando a atenção de Jojo. A confusão começa quando Lily pensa que Gemma, sua ex-melhor amiga que a considera uma traidora por ter “roubado” o amor de sua vida, irá começar a trabalhar com a sua agente. 

Esse livro, como os outros que já li da Marian Keyes, é muito divertido. Os personagens são bastante verossímeis. Além disso, a autora acertou em cheio quando resolveu mostrar os bastidores do mundo literário. Muitos elementos presentes em seus outros livros também podem ser encontrados nesta história. Super indicado.

Moby Dick (Herman Melville) – DL 2013


Tema: Vingança
Mês: Agosto
Título: Moby Dick
Autor: Herman Melville
Ed. Martin Claret, 583p.

Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater - a temível "Moby Dick" -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas. (Sinopse: Skoob)

Uma história intensa do início ao fim. O autor é preciso quando narra o funcionamento da caça as baleias no início do século XIX. O fato de o livro ser muito descritivo no começo da história pode ser um fator que não conte muito a seu favor para quem detesta longas descrições, mas para o leitor atual é válido porque nos apresenta detalhes do mundo baleeiro. A obsessão de um homem por uma baleia que ele nunca conseguiu matar foi o que sempre me intimidou nessa história (eu vi o filme antes de ler o livro, e também já havia lido uma versão infantil), e, confesso, como alguém que é contra a caça a esses animais, meu lado ativista fala alto e eu fiquei muito feliz com o fato da baleia não ser pelo homem. Uma história visceral, que apresenta nos dois protagonistas (o animal e o homem) a simbologia entre o bem e o mal, vale muito a pena ser lido.